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quarta-feira, 1 de julho de 2015

(In)Quietudes



Inquietudes de fim de tarde,
redundâncias,  pleonasmos;...
Labaredas de um fogo que arde,
a sorver dos teus orgasmos.

E a cada gemido que ecoa:
«Atrevido, lancinante»;
Faz da alcova, a mais à toa,
faz teu ventre, fascinante.

Faz-me verter de euforia,
faz-te fêmea, sub e Dome;
Faz-nos senhores da orgia.

E a noite vem e consome
(tão ligeiro)
cada pétala de um dia
despudorado e faceiro!


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cheirosa (Soneto)

Menina cheirosa
da pele macia.
é teu meu desejo
na cama vadia.

É teu meu suspiro,
e o meu devaneio,
te pego nas crinas
te solto no freio.

Eu digo bobiças
te faço um carinho.
Te mimo, "pequena";

Te dou um beijinho.
Te chamo de Athena
e murmuro baixinho.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Nanquim

Nasci reticências,
adormeci com parênteses;
Cresci entre paragrafos,
interrogações, desinências,...

Vivi travessões, novas linhas;
Fui exclamação e todavia.
Mas antes de um ponto final:
--- Quero ser poesia.

Quero vírgulas e apostrofes,
asteriscos, notas de rodapé;
Pouca rima e bom café.

Numa página virada, por fim,
ainda em branco (quase nada)
serei rabiscos de nanquim!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Febris


E se te imagino entre prazeres
tão febris e tão ousados;
Então me faltam dizeres
ante os sumos misturados.

Pois que verte quente e farto,
(prenúncios de insanidade);
Quase não cabe num quarto
de tanta e tanta vontade!

Eu, que te vejo e admiro:
Fêmea, presa e caçadora;
Nem em sonho, interfiro.

Tão serena e saciada,
musa dos meus delírios;
Para sempre desejada!


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Desmedido



Eu sinto um tesão desmedido

das coisas que não realizei.
E as palavras que vertem
não retratam o que sonhei.

Sinto um tesão que martela
que é baunilha e que não o é.
Que causa a febre da alma
e é mais quente que café.

Eu sinto um tesão matinal
que me persegue pelo dia.
Vai de segunda a segunda;

Eriça a tua pele macia,
faz de ti, minha vagabunda.
Cúmplice, musa e vadia.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

No "V" da Tua Saia

Antes que a noite caia
quero tocar os teus seios,
o teu olhar mais faminto
e um mar de devaneios.

Vou lamber tua pele nua,
do teu mel quero beber.
E como quem mora na rua
mergulhar no teu prazer.

Então me envolvas caliente;
Como quem tem fome e sede.
Pois que tudo é tão urgente.

Um prazer, tão de repente
brota do "V" da tua saia.
Mas antes que a noite caia.

domingo, 24 de agosto de 2014

Menina Levada


Menina levada
da pele branquinha.
Provoca safada,
me jura que é minha.

Se dança pelada
e me deixa no céu;
Vadia assanhada:
-- Me dá do teu mel.

Putinha agitada,
que espanta meus medos;
É tudo de ousada

que molha meus dedos.
Xaninha melada
dos nossos segredos!

domingo, 27 de julho de 2014

Sonetinho de Reflexão



Tu que acompanhas meus passos,
menina, mulher e safada;
Propões momentos devassos,
Tão faminta e tão ousada.

Se tu me pões a pensar,
em alcovas sem barreiras;
Entre as juras de me amar,
desprezas velhas fronteiras.

Mas eis que ofertas prazeres
que a carne pulsa e deseja;
Em sussurros e dizeres

Tu vens suave e me beijas.
Desdizes conceitos malditos
e nos orgasmos faz-se o rito!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Menina Delícia













Sorriso certeiro,
jeitinho assanhado;
Sou teu jardineiro
fiel e tarado.

Menina delícia
que eu quero domar;
Provocas malícias
num breve sonhar.

Sorris para mim,
suave e formosa.
O tesão não tem fim;

Na tua boca nervosa.
Pois tua ginga debocha,
me chama e me goza!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ser Submissa (Soneto)

Ser submissa jamais implicou
na na ausência de carinho,
no excesso de dores
ou na falta de flores!

Ser submissa é ser especial,
é dedicar-se de alma.
É beirar o incondicional
sem sequer perder a calma.

Ser submissa é ter prazer
no prazer do ser amado.
É sentir-se objeto, e arder

sem seu olhar erguer.
É libertar-se, nas amarras;
É para o Dono, renascer!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Sonetinho Anal















Eu vivo dizendo a-toa
que cuzinho é prá quem merece.
A grande verdade, na boa
é que ele se oferece.

Basta lhe dar carinho
e tratar com dedicação.
Que se abre o buraquinho.
Tudo em nome do tesão.

Cuzinho é prá conquistar;
Quer se sentir desejado.
Aconselho a acariciar;

Também pode ser beijado,
que a pele vai eriçar;
Vai querer ser penetrado!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Dia de Prazer (Repost)

Dia de Prazer

Livre, lépida e faceira
qual bilboquê de criança
foi que despencou certeira
sobre a pulsante lança.

E foi em devasso torpor
que arqueou-se lancinante
a provocar com vigor
outra lança luxuriante.

Em seu corpo, dois sabores
a preencher seus desejos,
fantasias, multicores,...

Entre carícias e beijos,
foi ao céu, sentiu tremores.
Sucumbiu-se em mil lampejos!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Ei Você (Soneto)







Ei você, que me dá prazeres,
que descobre meus quereres;
Reinventa todos sorveres
e extrai tantos gemeres.

Ei você que me faz pensar.
que arranca meus arrepios,
Inventa formas de amar;
entre novos desvarios.

Você que ousa, e safada,
se faz a mais companheira;
É cúmplice, puta e amada!

Vem me fazer delícias,
vem! Que saio do sério.
Repousando em tuas carícias!

domingo, 1 de dezembro de 2013

À Amiga Gina,...





Da praia ao Cantinho,
das rosas aos lírios;
Desejo e carinho,
realidade e delírios.

Irreverente mulher,
amiga que transborda.
Que sabe o que quer
no momento que acorda.

Que escreve momentos,
reinventa os amores.
E em mil sentimentos

Repele os temores.
Mulher do cantinho:
Amiga e carinho!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Trago-te Rosas (Soneto)

Sílabas sonoras
brincam de roda.
Descrevem "agoras"
da jovem senhora.

Desvendam desejos,
sublinham as fúrias;
Grifam-se os beijos,
travessões e luxúrias.

Hifens tarados,
gemidos e injúrias
em gozos gritados.

Revanches fogosas,
entregas espúrias.
E eu trago-te rosas!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cera e Lume


No silêncio do fogo
ou no fogo que grita;
na vela que queima
ou no lume que excita.

No pingo da cera e
na cera que pinga,
na gota que arde e
na ardência que ginga.

O prazer é latente;
O desejo é cruel,
a luxúria é urgente.

Queima a alma da gente,
queima feito papel;
Num orgasmo pungente!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Breve



A minha poesia trêmula e assaz;
Brota no teu corpo feito mel.
Eis que o meu deleite é voraz,
e é em ti que vislumbro meu céu.

Nem trovões, chover, ventar,
comparam-se ao breve perecer,
e o depois do depois de acordar
na sensação sublime do prazer.

A minha poesia é pequena e tua,
e sequer abriga o sentimento,
ante o vislumbre da tua pele nua.

Pois que, no teu ventre é que alimento
O querer meu, exposto ao céu, a lua,...
Agora sou rei. Nesta fração de momento!

domingo, 14 de julho de 2013

Sonetinho a Granel

A poesia fere a alma
profere e interfere.
Amaina e acalma!
Tão singela, que difere.

O desejo cega a razão,
faz de loucuras o agora.
Com entrega e emoção
da loba e da jovem senhora.

O frenesi acende o corpo,
nas mais doces furias,
perdidas entregas e injurias.

Já, esta tênue mistura
faz magia, faz entrega,
faz tesão e faz ternura!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Quero ser (Soneto)


(...)
o teu presente,
tua surpresa e
o teu sorriso
mais urgente.

Que tu, sejas presa;
Que eu, seja teu Senhor.
Em grilhões imaginários
vou beber do teu amor.

Quero ser o teu presente
fitando o olhar que suplica;
Provando da carne quente,...

Sorvendo teu mel em bica;
Tocando teus seios nús.
Serei eu, o mais presente!