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domingo, 13 de janeiro de 2013

A dona do Dono



O Dono safado;
o sempre Incorreto.
Agora tem dona
e se sente completo!

A dona faceira
que encanta e que venda;
Vestida só de coleira
vai agora virar prenda!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Imagine


Imagine que você se sinta solitário por seus gostos, criatividade e iniciativas;
Imagine que você tenha tentado ser feliz várias vezes com várias pessoas, sem sucesso;
Imagine que você tenha se sentido meio diferente, um pouco sádico ou exagerado;
Imagine esta sua vontade de ir além, de romper limites e inventar novos desafios;
Imagine que um dia você até desiste de encontrar alguém que queira as mesmas coisas que você quer;
Imagine que, com quase cinqüenta anos, surja em sua tela, uma pseudo-cúmplice;
Imagine que, ao longo de meses e meses, tudo o que você fala, tudo o que você deseja realizar; De alguma forma está diretamente relacionado com o que esta pessoa passou boa parte de sua vida querendo ouvir de seu amor;
Imagine que você venha a amar esta pessoa;
Imagine que ela o conquiste de tal forma que você não consiga passar um dia sem ela, mesmo estando a bem mais que mil quilômetros.

--- Imaginou?
--- Delicioso e complicado né!

Agora, imagine-se a dois passos do toque,
Do olho no olho,
Do primeiro sorriso sem uma tela fria.
Do primeiro desejo,
Da primeira fantasia realizada a dois,
Do primeiro café da manhã juntos.

--- Não consegue imaginar? Nem eu ainda.
Mas quando eu era criança, alguém me disse uma vez que quando você quer muito uma coisa, ela acaba se tornando realidade.

E eu descobri que é verdade!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sorrindo Para o Espelho


Carlos escovava os dentes para ir à cama. Havia sido um dia longo e não fosse a conversa gostosa com sua Flor pela net e ele ainda estaria uma pilha em função da época atribulada e cansativa.
Flor tem o dom de despertar no Dono, o tesão de cada poro. Tudo vibra a cada palavra dela, cada gesto, cada olhar mal intencionado de sua Flor, faz Carlos tremer de vontades e se perder em devaneios. Olhou-se no espelho e sorriu de si para si.
Pensou quase em voz alta que era um cara de sorte. Que sua Loba faminta o amava e por mais que se aventurassem nos labirintos do prazer, tudo o que houvesse sempre seria de mãos dadas e com a cumplicidade de ambos. Isso acalentava sua alma, pois durante anos ele procurara tal fêmea, a ponto, inclusive, de desistir. Mas Ana aparecera do nada, surgira em sua vida como um presente do destino e agora, ele sorria abobalhado para um pedaço de vidro na parede. Pensou ainda: “O amor deixa a gente meio besta”!
Desde o dia que se conheceram até este momento, apesar da distância, eles viveram juntos momentos únicos, brigaram, fizeram as pazes, ambos foram assediados e, sinceramente, quase sucumbiram. Mas a química, a cumplicidade e esta vontade louca de finalmente estarem juntos foi tanta que venceu cada percalço e, em breve estes sorrisos para o espelho terão outro alvo.

Foi assim que nasceu o Casal Saveur, que para quem não conhece ainda, é a mistura de ambos, o codinome do casal Carlos e Ana, que tanto querem ousar, extrapolar e fundirem-se. Lá há o que desejam, mas em breve haverá o que realizaram e as idéias e frutos advindos de cada nova experiência. É o cantinho particular de ambos, mas amigos(as) são bem vindos.
Bom, hora de por a cabeça no travesseiro. Talvez esta noite sua safada Ana venha visitá-lo em sonho, talvez só pela manhã. Não tem como saber.
Mas uma coisa é certa. Muito em breve ambos estarão juntos e engatinhando em suas fantasias e cumplicidades e isto ninguém mais lhes tira.

Se algum de vocês tiver interesse em saber até onde irão estes dois eu os convido a acompanhar cada passo, pois na verdade nem eles sabem ainda.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Silêncios Nossos



As fantasias que não contamos,
as ainda tão ocultas
são as que mais nos fascinam.
(e por vezes nos dominam)
Elas tem pimenta de sobra,
tem mistérios vertentes;
Eriçares de peles cálidas,
(de imaginares tão quentes)
murmurares imperceptíveis,
coragens à serem buscadas;
Juras das mais sussurradas.
Cumplicidades a mostra,
silêncios que dizem tudo,
olhares que se autorizam,
(e que dividem a caça)
em prazeres que se agonizam.


Por isso somos nós
e podemos tanto!