Mostrando postagens com marcador músicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador músicas. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de março de 2015

Parabéns à Todas as Mulheres deste Mundão"

Ah, mulher, mulher.
Tu fostes Eva, Dalila,
Helena, Maria, Joana;
Oprimida, sofrida.
Amada e amante.
Mãe, filha, maravilha,
vivida, atrevida,
ousada e abusada.

Fostes o pilar,
a base e o sonho.
O sorriso e a lágrima,
na mão que afaga.
Hoje, na plenitude;
na inquietude e nas virtudes;
És mulher!

E nós, pais, filhos, amigos,
amantes, presentes, distantes;
Te amamos e louvamos.
Todos os dias, todos os anos
(terna e eterna mulher),
até que a vida se esvaia.
E na memória, sejas parte da história.
Mais uma vez!









domingo, 17 de agosto de 2014

Até o Fim


Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
"inda" garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão , eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim
Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
Em quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim
Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim
Não tem cigarro acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim ?
Eu já nem lembro "pronde" mesmo que eu vou
Mas vou até o fim
Como já disse era um anjo safado
O chato dum querubim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim

Chico Buarque

terça-feira, 4 de março de 2014

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz.

(Vinicius de Moraes - Chico Buarque/1970)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Memórias de Uma Cadelinha X - (No Reveillon)

Era o primeiro ano que eu e minha menina passávamos juntos o reveillon e claro, ainda nos sentíamos em
lua-de-mel, o que fazia da data um momento super especial entre nós. Recebemos vários convites para festas de fim de ano, mas ocorre que Luana, colega de trabalho da minha menina lá no escritório, tinha sido uma amiga incansável nos meses em que Paula se adaptava a nova cidade. E segundo minha menina ela ameaçara fazer um beicinho inconformado caso recusássemos o convite para passarmos a virada com ela, alguns amigos e seu rolinho em um pequeno, porém confortável veleiro que estava ancorado em uma marina na zona sul aqui da minha cidade.
Aceitamos, mas minha cadelinha fez questão de ir de coleirinha, afinal era o primeiro ano que passava com seu Dono.
A bebida era de boa qualidade, os petiscos eram convidativos demais, mas as pessoas, estas eram fantásticas e tinham um brilho todo especial que chegava a ofuscar os fogos que iluminaram os céus quando deu meia-noite. Pena que após alguns drinques e votos de um próspero ano novo, eles foram-se aos poucos, restando eu, Paula, Luana e seu rolinho na embarcação.
Lá pelas duas da madrugada estávamos eu e minha menina sentados próximos a proa, admirando a noite e fazendo juras de amor regadas a pimenta e beijos quando vimos o rolinho de Luana saindo da cabine com feições de puro desconsolo. Dei de ombros como quem pergunta o que acontecera e ele sem me olhar nos olhos passou a mão em uma garrafa de whisky, cerrou os dedos da mão com o polegar prá baixo e meneou a cabeça de forma negativa. Depois desceu a terra e o vimos desaparecendo no semibreu.
Paula, sem entender absolutamente nada, desceu a cabine para ver Luana que estava sobre a cama, totalmente nua, levemente alta pelo champagne e com lágrimas nos olhos.
--- O que aconteceu amiga? Por que você está assim?
--- O Chico, esse safado. Ou ele sai com vagabundas ou bebe até quase cair e sempre me deixa na mão.
Eu não aguento mais Paula, faz uns tres meses que ele não consegue me dar prazer sabe. Eu não mereço isso na minha vida. E desabou aos prantos.
--- Me dá um abraço amiga. Você sabe que estamos aqui com você. Não podemos resolver isso prá você, mas podemos te dar o nosso apoio e carinho Luana.
É claro que eu segui minha amada e é claro que ver Luana sobre a cama me deu um puta tesão. Aquela morena estilo mignon, de lábios carnudos, sorriso faceiro, pernas extremamente bem torneadas e seios não muito grandes, porém convidativos,...
Como alguém conseguia nção comer uma mulher destas? Eu me perguntava sem saber a resposta.
Enquanto eu viajava sem freios nas curvas de Luana, ela e minha Paula se abraçavam e uma afagava os cabelos da outra. Pareciam irmãs naquele momento,...
Mas não eram!  E isso ficaria ainda mais evidente naquela madrugada.
Paula sabia da minha tara em comer uma mulher chorando. Eu lhe contara isso quando ainda conversávamos pela net. Mais ou menos quando ela me confidenciou sobre o desejo de estar com outra fêmea, mas sob meus olhos de Dono. Sabendo disso ela olhou de canto de olho para o volume que a minha bermuda abrigava, deu um sorriso maroto de canto de boca e com umas das mãos catou a minha, colocando-a também a afagar os cabelos de Luana.
Silenciosamente fez-se um pacto de cumplicidade e sedução entre nós.
Agora, com minha mão afagando os cabelos de Luana, Paula sentiu que tinha uma das mãos livres para ousar e Luana, mesmo me vendo naquela cabine, não fizera questão de puxar nem o lençol. 
O cenário estava a nosso favor.
Lentamente Paula puxou para perto de seu peito a cabeça de Luana, de tal forma que esta podia ouvir seus batimentos cardíacos e, pela blusa entreaberta, perceber a ausência de um soutien sobre os seios rijos. Com uma mão abraçava a amiga e com a outra passeava, primeiro sobre suas costas e depois, lentamente arriscando tocar seus seios.
Eu, ainda perplexo pela muda sinfonia tão bem regida por minha cadelinha, acariciava os cabelos sem tirar
os olhos. Por vezes Luana me olhava e eu podia ver perfeitamente ela também espiando para dentro da blusa de Paula.
Eu acho que um pouco sem pensar e muito pelo instinto de fêmeas no cio, aconteceu sem que nada fosse dito de Luana afastar a cabeça do peito de Paula, elas se olharem, fecharem os olhos simultaneamente e, como se um imã houvesse que as atraia, tocaram-se os lábios.
Paula agora tinha uma das mãos envolvendo as costas de Luana e a outra acariciava seu rosto numa mescla de carinho e desejo. os lábios agora eram desejosos, suas línguas voluptuosas e sem sair de dentro deste beijo, Luana habilmente retirou a mão que lhe envolvia as costas e a fez pousar sobre seu ventre quente e úmido. Depois, ainda beijando Paula, pegou minha mão, levou-a até um de seus seios e finalmente começou a abrir um por um, os botões da blusa que ainda a separavam de Paula e disse quase murmurando, finalmente afastando sua boca da boca de Paula:
--- Vocês podem me dar um pouco de prazer esta noite?
Uma música tocava ao fundo e foi ela que marcou o inicio daquela entrega sem tabus ou princípios tolos.



Continua

domingo, 7 de abril de 2013

Dono de Mim








Eu, que nem sou Dono de mim,
te domino, te uso e submeto
aos caprichos meus.
E nesta troca incondicional
viajas comigo.
Entrega-me a tua guia.
Pois que tua luxúria e teus prazeres.
Agora cabem na palma
da minha mão,...


terça-feira, 12 de março de 2013

Vitrines







(...)
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão.

(Chico Buarque)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Sonhando com Ela


Xote

Eu já não agüento mais, já não durmo tranqüilo
Sonhando com ela e pensando naquilo

Aquilo que ela disse no pé do meu ouvido:
- Eu quero que um dia tu seja meu marido.
Eu respondi pra ela se um dia se deus quiser
Quero que tu me digas: - Já sou tua mulher.

Aquilo que ela disse num dia de manhã
Não quero ser somente apenas tua fã
Eu tenho um coração, carinho e muito amor
E quero te dar todo meu lindo cantador

Aquilo que eu sonhei ela também sonhou
Depois no outro dia tudo me contou
Parece que é verdade o que sonhei com ela
Só que eu tava lá em casa e ela na casa dela

Aquilo que ela disse eu não esqueço mais
Por isso agora mesmo vou falar com seus pais
Vou fazer uma coisa que ainda nunca fiz
Casar e dormir juntinhos e depois viver feliz.

(Gaúcho da Fronteira)


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Zazueira


Ela vem chegando
E feliz vou esperando
A espera é difícil
Mas eu espero sonhando...

Uma flor é uma rosa
Uma rosa é uma flor
É um amor esta menina
Essa menina é meu amor...

Ela vem chegando
(Ela vem chegando!)
E feliz vou esperando
(E feliz vou esperando!)
A espera é difícil
(A espera é difícil!)
Mas eu espero sonhando
(Mas eu espero sonhando!)...

Pois menina bonita
É um céu azul
É um colírio
É um mar de rosas
É olímpica sua beleza
Ela é alegria
Da minha tristeza...

Oh! Oh!
Zazueira, Zazueira
Zazueira, Zazueira
Za Za Za Za Za Za Za...

Ela vem chegando
(Ela vem chegando!)
E feliz vou esperando
(E feliz vou esperando!)
A espera é difícil
(A espera é dificil!)
Mas eu espero sonhando
(Mas eu espero sonhando!)...

Pois flor é uma rosa
Uma rosa é uma flor
É um amor esta menina
Esta menina é meu amor...

Zazueira, Zazueira
Zazueira, Zazueira
Za Za Za Za Za Za Za Za
Do meu Brasil!
Zazueira!...


(Jorge Ben Jor)


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Estrela do Mar (Flor)


Um Pequenino Grão De Areia
Que Era Um Pobre Sonhador
Olhando o Céu Viu Uma Estrela
E Imaginou Coisas De Amor

Passaram Anos, Muitos Anos
Ela no Céu e Ele no Mar
Dizem Que Nunca o Pobrezinho
Pode Com Ela Encontrar

Se Houve Ou Se Não Houve
Alguma Coisa Entre Eles Dois
Ninguém Soube Até Hoje Explicar
O Que Há De Verdade
É Que Depois, Muito Depois
Apareceu a Estrela Do Mar

(Dalva de Oliveira)
Play

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Sobre o Fim do Mundo



Todos os dias o mundo acaba para milhares de pessoas que nos deixam. E pior, acaba em vida, para tantos outros por "N" motivos.


Mas como disse o Chico: "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia".
E este pretenso poeta amador deseja à todos os amigos um Natal cheio de alegrias verdadeiras, um 2013 com sonhos, fantasias e metas realizadas, por que viver é buscar sempre. Não existe outra definição para o combustível que nos move para frente e para cima sempre.
Que este fim de mundo sea apenas um início e reflexões sobre o que realmente queremos desta efêmera, mas tão preciosa vida.