No corpo feminino, esse retiro - a doce bunda - é ainda o que prefiro. A ela, meu mais íntimo suspiro, pois tanto mais a apalpo quanto a miro. Que tanto mais a quero, se me firo em unhas protestantes, e respiro a brisa dos planetas, no seu giro lento, violento... Então, se ponho e tiro a mão em concha - a mão, sábio papiro, iluminando o gozo, qual lampiro, ou se, dessedentado, já me estiro, me penso, me restauro, me confiro, o sentimento da morte eis que adquiro: de rola, a bunda torna-se vampiro. (Carlos Drummond de Andrade) |
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
No Corpo Feminino, Esse Retiro
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Como se não bastassem tuas poesias, você trás o Drummond para "dar banho"... Traduz tua preferência? Bjs de bom dia...
ResponderExcluirTambém aprecio seu espaço, tanto que já estás no meu link de favoritos...
ResponderExcluirFique à vontade lá em casa, para sugerir ou até mesmo criticar...
Agradeço seu carinho...
Beijo doce,
;P