domingo, 28 de novembro de 2010

Nús

Corpos nús, entregues em comunhão.
Meu roçar e  o teu, livres dos tabús
livres dos pudores, das amarras.
Extraindo cada sensação!

Agora somos um, e sem fronteiras;
O meu e o teu se fundem e
feito vinho, nos embriaga,
nos entorpece. Deliramos nós.
De todas as maneiras!

Se testemunhas houvessem,
pasmas, questionariam:
Onde começas tu?
Onde termino eu?
E em torpor constatariam:
Agora são unos!

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