sexta-feira, 12 de novembro de 2010

À meia-noite, pelo telefone



À meia-noite, pelo telefone,
conta-me que é fulva a mata do seu púbis.
Outras notícias
do corpo não quer dar, nem de seus gostos.
Fecha-se em copas:
“Se você não vem depressa até aqui
nem eu posso correr à sua casa,
que seria de mim até o amanhecer?”
Concordo, calo-me.

Carlos Drummond de Andrade 

Um comentário:

  1. Recorrendo ao mestre né? Sem comentários: Drummond é Drummond... Bjs querido...

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