"No início, tinha respostas fisiológicas do meu corpo que diziam que aquilo era bom. Depois tinha o meu cérebro a pensar: mas isto é dor, não pode ser bom."
Ana, 30 anos, submissa
A arquiteta tem um dominador há três anos. Conheceu-o num fórum na internet. Lá, cada um tem a sua posição definida a seguir ao nome. Ana, 30 anos, submissa. João, 40 anos, dominador. Para não haver enganos. Das conversas na internet passaram a um café. Ficou encantada, conta. Diz que ele a soube encaminhar desde o início.
“Ele soube antes de mim que eu era masoquista”. A experiência dele no meio foi essencial. João viu o masoquismo em Ana pelo interesse que ela manifestava em querer saber como determinadas práticas se faziam, como é que se prendiam as mãos, em que é que consistia a colocação de agulhas, como é que se faz isto e aquilo.
Needle play (colocar agulhas), fire play (fogo), cera, chicotes, chibatas, spanking, trampling (andar de saltos altos em cima de alguém), descargas elétricas ou privação de sentidos são algumas das práticas sado-masoquistas.
Ele começou por introduzir uma venda para lhe tapar a visão, enquanto passava uma pena pelo corpo dela. Depois, colocou-lhe umas algemas, “mas lembro-me que as algemas ficaram só levemente presas, precisamente para eu saber que me podia soltar a qualquer momento”, para que Ana ficasse mais relaxada e à vontade. Depois, um chicote muito leve.
“Comecei a perceber que, qualquer coisa que ele use ou faça, ou dá só prazer ou provoca dor e, aí, aumenta a intensidade de tudo”, descreve. “Tinha respostas fisiológicas do meu corpo que me diziam que aquilo era bom, mas tinha o meu cérebro a pensar: mas é dor, não pode ser bom”, explica. O choque da vontade de sentir com a vontade de parar só terminou com a confiança “total” no dono.
Texto retirado do site "O Observador"
A ideia, muito antes de copiar um texto, é trazer à luz um tema bastante recorrente nos dias de hoje.
Este texto é de 2015, mas cada vez mais as pessoas descobrem-se com desejos ou insatisfações sexuais para as quais não tem uma explicação simples ou óbvia. Não estou afirmando que o BDSM é a resposta para todas as insatisfações de caráter sexual ou comportamental, o que quero dizer é que, inclusive o BDSM, pode oferecer as respostas as nossas perguntas mais íntimas, mas só obteremos respostas se tentarmos entender nossos silenciosos gritos de insatisfação.
Se você não se sente realizado(a) ou incompleto(a), existe uma grande possibilidade que ainda não tenha descoberto a sua tribo e o que realmente faz você se sentir uma pessoa completa e feliz.
Pense nisso.








Adoooooorei o texto e as informações contidas nele. E também,por deixar evidente,que dom e submissas são pessoas comuns,são pessoas que tem sua vida cotidiana normal,mas que buscam prazeres além daqueles que são tradicionais. Pode ser eu,você... nossos vizinhos. Não apenas milionários e pessoas de filmes e livros. Adoro seu bom gosto,com os textos e com as imagens e gifs postadas. beijo gostoso (In)
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